terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

PROGRAMAÇÃO

Dia 17 MAR

14:30h – Oficina: O Cordel, suas manhas e mumunhas – com Separo Campelo;

16:00h – Encontro: Literatura de cordel: o tempo é hoje.
Como a literatura de cordel evoluiu e permanece viva com gênero literário e fragmento da cultura popular, transitando entre o simbólico e a resignificação dos códigos.
Com presidente da ABLC, Gonçalo Ferreira da Silva, poeta Manoel Monteiro e Maria Rosário Pinto.

18:30h – Roda de Cantoria – com Mestre Azulão

Dia 18 MAR

14:30h – Oficina: A literatura de Cordel, evolução e firmamento – com Mestre Campinense

16:00h – Encontro: Literatura de Cordel, Desafio e Pelejas: o cordel na contemporaneidade
Como a Literatura de cordel se apropriou das novas formas de comunicação e fez material para a divulgação de seu conteúdo e instrumento para o processo identitário nacional.

Com Dalinha Catunda, João Batista Mello e Ivamberto Albuquerque

18:30 – Roda de Cantoria com Sergival e Chico Salles
DIA 19/03/2011

16hs – Sessão Plenária na Sede da ABLC
Rua Leopoldo Fróes, 37 - Santa Tereza - Rio de Janeiro - RJ

Homenagem ao Poeta Manoel Monteiro, eleito o “cordelista do ano de 2010” com o Premio "Cordel de Literatura"

Realização: Academia Brasileira de Literatura de Cordel
Patrocinio: Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro
Apoio: Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular/ IPHAN MinC
Produção Executiva: Fernando Assumpção
www.ablc.com.br
encontrocompoetas.blogspot.com
encontro@ablc.com.br

II Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria acontecerá em Março no Auditório do Museu do Folclore Edison Caneiro

Novamente Financiado pela Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, firmamos parceria com o Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e realizaremos nos dias 17 e 18 de Março no auditório do Museu do Folclore. Edison Carneiro. No dia 19/03, realizaremos, na sede da ABLC, uma Homenagem ao Mestre Manoel Monteiro, eleito o cordelista do ano de 2010, com O Premio "Cordel de Literatura".

Esperamos Vocês lá!
Rua do Catete, 179

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Chico Sales encerra Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria

O Forró e Xote de Chico Sales anima, esquenta e faz subir poeira na ABLC

Nascido em Sousa, na Paraíba, Chico Sales muda-se para o Rio de Janeiro ainda na década de 1970. No ano de 2005, o poeta e músico paraibano é indicado ao Prêmio TIM de Música Brasileira, na categoria regional, pelo disco "Forrozando".Em maio de 2007, é empossado como membro da ABLC - Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ocupando a cadeira número 10.

No ensolarado sábado do último dia 28 de novembro, Chico Salles encerra com maestria o Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria. O encontro, concebido e promovido pela ABLC, teve o patrocínio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro e o apoio da Acústica Perfeita.

Durante 6 meses, a sede da ABLC foi palco para a contemplação de produções voltadas à Literatura de Cordel, refletindo, debatendo e cantando os problemas populares e as suas contradições estruturais.

Fotos do Encontro com Chico Sales

Clique aqui e confira a Programação Completa do Encontro.

Clique no Player abaixo e ouça a entrevista sobre o Encontro concedida a Rádio MEC no Dia do Folclore.

Em breve vídeos com depoimentos coletados no encerramento do Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria.

sábado, 28 de novembro de 2009

Academia Brasileira de Literatura de Cordel é documentada por alunos de Cinema

Alunos do curso de Cinema da Universidade Estácio de Sá produzem Documentário sobre o poeta, contista e ensaista Gonçalo Ferreira da Silva e a ABLC para disciplina Documentário da universidade.
Confira o vídeo


Clique aqui e visite a página de um dos alunos envolvidos na produção do Documentário.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Forró e Xote com Chico Salles - 28/11

Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ABLC - encerra Projeto Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria com Forró e Xote de Chico Salles

A tarde promete esquentar e subir poeira

No próximo sábado – dia 28 de novembro, a partir das 16h, a ABLC finaliza o projeto "Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria" apresentando Chico Salles.

Entendida como arte, a Literatura de Cordel persiste no imaginário do povo brasileiro, divertindo-o, fazendo-o pensar, contestar e, acima de tudo, representando-o na sua forma mais rica que é a cultura. O Projeto Encontro com Poetas Populares foi criado nessa perspectiva de continuidade e de futuro, a fim de construir e democratizar o saber popular.

O encontro, que teve o patrocínio da Secretaria de Cultura do Governo do Estado do Rio de Janeiro e o apoio da Acústica Perfeita, contou com a participação de 23 poetas, músicos e artistas, que durante seis meses contemplaram produções voltadas à Literatura de Cordel, refletindo, debatendo e cantando os problemas populares e as suas contradições estruturais, circulando, assim, como um elo entre diversos grupos sociais.

Outras informações sobre a programação podem ser encontradas no Site da ABLC e no Blog do Encontro. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel fica na Rua Leopoldo Fróes, nº 37 - Santa Teresa. Vale lembrar que a entrada é franca.


Clique no player abaixo e ouça o podcast com a entrevista do Coordenador do Encontro - Fernando Assumpção concedida à Radio MEC.


domingo, 15 de novembro de 2009

Juventude e Literatura de Cordel


Da Esq. p/ Dir. : Fernando Assumpção (mediador), J.Victtor(Poeta e Xilógrafo), Lobisomem (poeta e capoerista) e Erivaldo (xilógrafo)

sábado, 14 de novembro de 2009

Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria Debate a Juventude e a Literatura de Cordel na Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Hoje – dia 14 de novembro, a partir das 16h, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel -ABLC, no projeto "Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria" apresenta a atração "Juventude e Literatura de Cordel". O encontro contará com o xilógrafo Erivaldo Ferreira e com os Poetas Lobisobem e J Victtor, que é também xilógrafo.

No Encontro, buscaremos contextualizar como o trabalho desses três pertencentes a uma geração mais urbana e inserida na contemporaneidade absorvem dessas influências na utilização da xilografura e da literatura de cordel como manifestação da cultura popular.

O objetivo é contemplar produções voltadas à literatura de cordel, que desempenha o papel de refletir problemas populares e as suas contradições estruturais, circulando assim como um elo entre diversos grupos sociais. Entendida como arte, a literatura de cordel persiste no imaginário do povo brasileiro, divertindo-o, fazendo-o pensar, contestar e, acima de tudo, representando-o na sua forma mais rica que é a cultura. O projeto, por isso mesmo, foi criado nessa perspectiva de continuidade e de futuro, a fim de construir e democratizar o saber popular.

Outras informações sobre a programação podem ser encontradas no Site da ABLC e no Blog do Encontro. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel fica na Rua Leopoldo Fróes, nº 37 - Santa Teresa. Vale lembrar que a entrada é franca.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cordel de Saia - A Produção Feminina Na literatura de cordel

Três tipos de mulheres que encaram a cultura popular e a literatura de cordel com verdadeira paixão e seriedade. Esse foi o tom da apresentação: demonstrar que não se deve distinguir a produção feminina da masculina.

Dalinha, Madrinha Mena e Maria do Rosário, as três tendo "Maria" como primeiro nome, contaram das relações que possuem desde a infância com a cultura popular, a poesia e a Literatura de cordel. O que as fez despertarem e o fato de serem mulheres influenciou e influencia na produção.

Houve inédita Peleja e Duelo de Maria do Rosario X Dalinha. Cantoria harmoniosa com Madrinha Mena. No debate, as três concordaram que as mulheres são apenas diferentes na produção, porém com qualidade, sensibilidade e peculiaridade igual a dos poetas do gênero masculino.



Segue um Poema de Dalinha Catunda e a Peleja Dalinha Catunda (DC) e Maria do Rosário (MR)



ENCONTRO DE POETAS AS TRÊS MARIA.
Sr. Presidente Gonçalo,
Membros da Academia,
Nosso cordel de saia,
Vem à casa da poesia.
Trazendo prosa e canção
Muito verso e animação
Para alegrar a confraria.
.
O cordel está em festa,
A tarde é de Alegria.
“O encontro de poetas,
“E rodas de cantoria.”
Na produção feminina,
Traz três nordestinas,
Por coincidência Maria.
.
Maria do Rosário Pinto.
Maria de Lourdes Aragão
Maria do livramento Lima.
De Òrion, não somos não!
Mas somos as Três Marias
Estrelas desta confraria,
Em cena neste Salão.
.
Maria do Rosário Pinto,
Nascida no Maranhão,
Na cidade de Bacabal
Pra falar com exatidão.
Atua num grande papel,
Vive a catalogar cordel,
Em sua nobre profissão.
.
Falo com muita emoção,
De nossa madrinha Mena
Que dedilha um violão
E tem uma voz serena,
Canta bonitas cantigas,
Daquelas bem antigas,
Relembrar, vale à pena.
.
Eu sou Maria de Lourdes
Sou Catunda e Aragão.
Dalinha das Ipueiras,
O velho Ceará é meu chão.
Minha maior alegria
E fazer minhas poesias,
Falando do meu sertão.
.
Espero que todos gostem
Desta nossa apresentação.
O cordel vestindo saia
Já tirou o pé do fogão.
A mulher hoje recusa,
Ser somente uma musa
Servindo de inspiração.
.
Só queremos demonstrar,
A nossa capacidade,
Apresentando temas,
Com criatividade.
Musica e informações,
Entre versos e canções.
E algumas novidades.
.
Agradeço o empenho
De Fernando Assumpção.
Ivamberto Albuquerque
Pela sua mediação.
E a todos da confraria,
Meus amigos e família,
Agradeço a participação.
.
PELEJA ENTRE: Dalinha Catunda e Maria Rosário
PAPO DE MULHER
DC
Eu sou Dalinha Catunda,
E não sou de brincadeira
Quando deixei o meu chão
Escancarei a porteira
E me entreguei à labuta,
Aprendendo a ser astuta
Nesta vida de estradeira.
MR
Sou Maria do Rosário
Boa filha de Bacabal.
Ouvindo versos me criei
Amigo não leve a mal.
Pois saí do Maranhão
Com a poesia na mão
Trazida da terra natal.
DC
“Deus não dá asas à cobra”,
Mas deu palavras a mulher,
Assim ela enfrenta o mundo
Do jeito que ela bem quer
Vencendo a força bruta
Encarando com arte a luta,
Firme, pro que der e vier.
MR
Eu concordo com você,
Minha parceira querida.
E seria o homem, triste,
Sem uma mulher na vida.
Dando-lhe farta atenção
Estendendo-lhe a mão,
Disso ninguém duvida.
DC
Deus quando fez o homem,
E fez a mulher diferente.
Para fazer os dois felizes,
Fez o encaixe de presente.
O homem sem sua criatura,
E chave sem fechadura,
Jamais viverá contente.
MR
O Homem sem a mulher
É homem pela metade.
Deles cuidamos sempre
Desde as tenras idades
Fruto de nossas entranhas
Cheios de arte-manhas,
Diga se não é verdade?
DC
Com homem eu não pelejo,
Faço mesmo é parceria.
Sendo filho de mulheres
Sem dúvidas nossas crias.
Lá em casa são três machos
Mas deles não sou capacho
Sou respeitada Maria.
MR.
Se existe o mundo machista,
Temos boa parte da culpa.
Pois somos, nós, mulheres,
A lapidar tais condutas,
Porém hoje mais atrevida,
A mulher não se intimida,
E a igualdade é sua luta.
DC
No Varal da minha casa,
Não tem lugar diferente,
Ao lado de uma cueca,
Há uma calcinha presente.
Demarcando um território
Que nada tem de transitório
É uma conquista permanente.
MR
Sou Maria do Rosário
E tive a grata satisfação.
De falar neste espaço
E fazer minha colocação
A todos muito obrigada
Estou de alma lavada,
Agradeço de coração.
DC
De alma lavada, Rosário,
Confesso, também estou.
Agradeço essa linda platéia
Que gentil, nos prestigiou.
E aqui em Santa Tereza,
Nos fez viver a beleza,
Numa tarde de esplendor.
MR
A tarde ficou mais alegre
E acho que valeu a pena.
Ouvir as belas canções
Na voz singela de Mena.
Essa madrinha querida,
Dos poetas a preferida,
Que hoje brilhou em cena.
DC
Também quero louvar
Essa mulher nordestina
Com seu canto popular,
Que junto à viola afina,
E faz um bonito papel
Prestigiando o cordel
Que hoje sai da rotina.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cordel de Saia - neste Sábado dia 10/10 recebe Dalinha Catunda, Maria Rosário e a Madrinha Mena na Academia Brasileira de Literatura de Cordel

No próximo sábado - dia 10 de Outubro, a partir das 16h, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, no projeto “Encontro com Poetas Populares e Rodas de Cantoria”, apresenta a atração “A produção feminina na Literatura de Cordel”. O encontro contará com as Cordelistas Dalinha Catunda, Maria do Rosário e a Violeira Mena - a madrinha dos poetas.

As poetas cordelistas falarão, em prosa e versos, do ingresso da mulher nas rodas de cantoria, no mundo do cordel e nos lugares antes só ocupados por homens. Tudo isso entremeado com a voz e o violão de Madrinha Mena.

O objetivo é contemplar produções voltadas à literatura de cordel, que desempenha o papel de refletir problemas populares e as suas contradições estruturais, circulando assim como elemento de ligação entre diversos grupos sociais. Entendida como arte, a literatura de cordel persiste no imaginário do povo brasileiro, divertindo-o, fazendo-o pensar, contestar e, acima de tudo, representando-o na sua forma mais rica que é a cultura. O projeto, por isso mesmo, foi criado nessa perspectiva de continuidade e de futuro, a fim de construir e democratizar o saber popular.

Outras informações sobre a programação podem ser encontradas no Site da ABLC e no Blog do Encontro. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel fica na Rua Leopoldo Fróes, nº 37 - Santa Teresa. Vale lembrar que a entrada é franca.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Forró Pé de Serra Animou ABLC



O Poeta e Cantador Marcus Lucenna apresentou uma irresistível Aula-Show com o tema Forró Pé de Serra, acompanhado com o tradicional, e o que caracteriza o estilo, um trio de zabumba, triangulo e sanfona. Mediado pelo também poeta e cantor Chico Salles, a Roda teve bate papo descontraido, onde Lucenna explicou a origem do Forró, da modalidade do "Pé de Serra" e do Baião, e sua ligação direta com Gonzagão, nascido em Exu (PE) e autor da Música "No meu pé de serra" em parceria com Humberto Teixeira.

Marcus Lucenna não deixou de mostrar toda a sua influência como poeta na música e na literatura de cordel. As músicas foram desde o tradicional Forró ao dito novo Forró universitário, movimento acompanhado de perto por Lucenna na década de 1990. Passando por "Clássicos" da música Nordestina da década de 70/80 trazida por Elba, Fagner, Geraldo Azevedo, Alceu e Zé Ramalho e belo "brega" de Genival Santos em "Sendo Assim" com participação de Madrinha Mena.

Gonzagão, merecidamente, foi o grande homenageado da tarde e Todos nós agraciados com mais uma tarde de Cultura Viva!

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"Pela primeira vez, chamei a maior galera para ir a um Forró Pé-de-serra em Santa Teresa. Qual não foi minha surpresa ao descobrir uma aula, não sobre forró, mas sobre xote, xaxado e baião, cantada e contada de maneira muito divertida por Macos Lucenna. Através de seus "causos" fiquei conhecendo um pouco mais sobre Luis Gonzaga, e sobre a nossa arte e cultura.


Como tem poeta bom nesse nosso mundão que é o Brasil!!! Espero poder continuar aprendendo e quem sabe possamos fazer um forró do bom para festejar nossa identidade - nossa arte, música e literatura?"
Ana Paula Rongel Rocha, Psicanalista


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"Ana Paula me convidou prum forró
No pé da serra de Santa Teresa
Chegando o povo tava animado
Nós quase subimos na mesa
Lucenna contando estórias de dar cum pau
E somforrozando que'uma beleza
Foi uma tarde destada
No folhetim da cantoria
Mal vejo passar o tempo
Pra de novo me ajuntar
Aos cordelistas, amigos, forrozeiros
E à poesia popular..."
Nelson de Matos Barroso , Psicanalista e Filósofo

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Forró Pé de Serra com Marcus Lucenna alegra a Academia Brasileira de Literatura de Cordel

No próximo sábado, 26 de setembro, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel (ABLC) apresenta Marcus Lucenna, conhecido como o “Cantador dos Qu4tro Cantos. O convidado, que entra em cena às 16h, apresentará a influência da Literatura de Cordel no Forró Pé de Serra e sua experiência como poeta e cantador. O projeto Encontros com Poetas Populares e Rodas de Cantoria, cuja programação, gratuita é oferecida duas vezes ao mês, se estende até novembro, quando já terão passado talentosos artistas.

A iniciativa conta com patrocínio do governo estadual, através da Secretaria de Cultura, além de apoio do Ministério da Cultura e da Acústica Perfeita Instrumentos Musicais. O objetivo é contemplar produções voltadas para a literatura de cordel, que desempenha o papel de refletir problemas populares e as suas contradições estruturais, circulando assim como elemento de ligação entre diversos grupos sociais.

Entendida como arte, a literatura de cordel persiste no imaginário do povo brasileiro, divertindo-o, fazendo-o pensar e contestar e, acima de tudo, representando-o na sua forma mais rica que é a cultura. O projeto, por isso mesmo, foi criado nessa perspectiva de continuidade e de futuro, a fim de construir e democratizar o saber popular

Neste sábado, Forró Pé de Serra com Marcus Lucenna às 16hs. Mais informações sobre a programação podem ser encontradas no
http://www.ablc.com.br/ e no encontrocompoetas.blogspot.com. A Academia Brasileira de Literatura de Cordel fica na Rua Leopoldo Fróes, nº 37, em Santa Teresa.

domingo, 13 de setembro de 2009

Mais um "Encontro" Surpreendente


A tarde de lindo sol trouxe ao "Encontro com Poetas Populares" um público atento e festeiro.

O tema era "A produção da literatura de cordel nas décadas de 50 e 60 do século passado", quando houve o seu apogeu. Pesquisadores dizem que a partir daí o cordel entra em decadência, agravado pela ditadura militar, e ressurge na década de 1990.

Os poetas Willian e Ivamberto nos surpreenderam com as definições das métricas e rimas (sextilha, setilha, oitava, décimas, e martelo agalopado), defendendo o compromisso com as rimas e a poesia que o cordel se propõem.

Os poetas declamaram grande poemas, alguns deles como “O Pavão Misterioso”, de José Camelo, “A chegada do Lampião no Inferno” de José Pacheco e “Aos poetas Clássicos” de Patativa do Assaré e a produção individual de cada um.

O Poeta Willian J.G. Pinto brincou com duas trovas: de Chico Buarque, em “A Banda”, e de Dorival Caymmi, em “Peguei um ita no Norte” transformando-as em sextilhas. Acreditamos que esses grandes mestres não se aborreceriam por tal ousadia, de um outro mestre da literatura de cordel.

PS: O desejo está ficando cada vez mais forte: transformar todo esse material em uma publicação com um CD com os fonograms das rodas e quem sabe em um DVD.
***
Poeta Willian (em pé) e declamando alguns poemas de "cabeça" e Ivamberto (no segundo Plano)
Poeta Willian J.G. Pinto *
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Poeta Ivamberto
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A visita inspirada de Evandro dos Santos

domingo, 6 de setembro de 2009

Rodas de Cantoria "Coco de Embolada" Com Sergival e Ivamberto

Poeta Ivamberto Albuquerque inicia a Roda falando da histórica do "Coco de Embolada" e a importância para a Música e para a Cultura Popular

Cordelista Ivamberto Albuquerque




O poeta e Cantor Sergival demosntra as diferentes sonoridades dos pandeiros - Instrumento do "coco de embolada"




O Poeta na audição da primeira gravação de Coco de embolada no Brasil

A Roda termina com Ivamberto e Sergival cantando Jackson do Pandeiro